Desvendando o mistério do currículo em inglês

Quem é vivo, sempre aparece! rs

Muita gente me pergunta nos comentários sobre o currículo em inglês e a carta de apresentação, então hoje vamos falar sobre um destes bichinhos que não têm 7 cabeças…

Antes de começar vocês precisam saber duas coisas sobre mim, um pouco pessoais:
1- sou super perfeccionista e atenta a detalhes
2- sou Psicóloga e trabalho com RH há muito tempo

Ou seja, além de já ter visto muitos currículos mal feitos por aí, sou chata com organização, padronização, formatação, etc.

Preparei um exemplo de currículo pra vocês, mais ou menos baseado no que eu usei pros programas da Disney e que eu uso na vida (é a mesma coisa, gente. Só traduzir). Vou explicar parte a parte pra não ter dúvidas.

A carta de apresentação ficará para um próximo post.

Aproveitem a consultoria gratuita! rs

A primeira coisa que se deve lembrar é que o currículo precisa ser simples, objetivo e informativo. Nada de fontes divertidas, cores e imagens; é um documento profissional.
Você também não precisa colocar tudo que já fez na vida, nem descrever suas experiências em detalhes (você terá uma entrevista inteira para fazer isso). Apresente conteúdo, mas com objetividade. Currículos de várias páginas e com textos enormes não são atrativos (e nós querermos que o recrutador se interesse por nós, certo?).

Também é legal que você crie um padrão de formatação e siga-o até o final. Ex: todos os títulos em negrito; todos os marcadores de tópico em bolinha, etc.
Quando não há uma padronização, passa-se a impressão de desleixo e desorganização.

É muito importante também que não tenha erros ortográficos. No caso do CV em inglês, revise trocentas vezes; se tiver dúvida, pesquise ou peça ajuda. Nunca – jamais! – envie um currículo com erros!

Vamos às seções:

Ao contrário do que muita gente pensa (e faz), não se coloca o título “Curriculum Vitae” no CV. Todo mundo sabe que aquilo é um currículo. O melhor e mais apropriado “título” é o seu nome. Não precisa ser numa fonte enorme, nem precisa colocar o nome completo, se não quiser. Basta o primeiro e o último.

Depois vêm os dados pessoais e de contato: email e telefone são imprescindíveis e, no caso da Disney, é importante colocar o código do país e da cidade antes do número de telefone.
Endereço não é importante (e nem seguro) colocar, mas não pode deixar de informar a cidade e o país em que se vive (se achar que deve, pode colocar o bairro também).
Vale lembrar que não se traduz nomes, então se você mora na Avenida Atlântica, você deve escrever exatamente assim, pois este é o nome da rua. É errado colocar Atlântica Avenue.

Também é válido informar o estado civil, se tiver filhos dizer quantos, etc. Essas últimas não são mandatórias, mas são informações que ajudam a te conhecer. O importante é não mentir. Nunca!

Aqui é simples: diga o curso, a instituição. Se já concluiu, diz quando foi. Se não, coloca a previsão de formatura. Nunca deixe sem data ou sem status. Quem lê o CV precisa saber se você já se formou, se está cursando, se está trancado…

De novo vale lembrar que não se traduz nomes, então você deve manter as palavras Universidade, Faculdade, Fundação caso elas façam parte do nome da sua instituição de ensino. Já o curso, é claro, deve ser colocado em inglês (senão ninguém vai saber o que você estudou 😉 )

Sempre coloque a experiência profissional em ordem decrescente, ou seja, da mais atual para a mais antiga.
Informe o nome da empresa, o cargo que ocupa/ocupou, o período em que trabalhou na empresa e as atividades que desenvolvia.
Você precisa ser claro nas informações. Não adianta colocar no cargo “Estagiário” ou “Analista”. Estagiário de que área? Analista de que?

Também não coloque somente o tempo em que ficou na empresa, como “2 anos e 7 meses”. Coloque o período e deixe que o recrutador faça as contas (dê trabalho, mas seja claro! rs). Ex: De Fev/2007 a Dez/2010.

Sempre descreva as atividades exercidas. Isso é muito importante! Colocar “Assistente Administrativo” não diz nada a quem lê. A pessoa precisa saber o que você faz, em que área trabalha, quais são seus conhecimentos e experiências. No entanto, faça isso de forma breve e objetiva, os detalhes ficam para a entrevista.

Se você não tiver nenhuma experiência profissional, não se desespere! Você pode pular essa seção, mas aí é legal que acrescente uma seção de “Objetivos” ou de “Apresentação” entre os dados pessoais e a formação acadêmica, dizendo que busca a entrada no mercado de trabalho, o ganho de experiências e descrevendo seus objetivos reais e sinceros.

Essa parte não é essencial, mas eu gosto de usar.
Pra quem vai aplicar para o segundo programa, é imprescindível que mencione o primeiro no currículo. Você pode colocar junto com as outras experiências profissionais ou em uma seção separada, como essa. A diferença é puramente estética e vai de acordo com a sua preferência. Só não deixe de colocar.

Aqui é legal pensar no seguinte: é claro que o recrutador da Disney sabe o que você fazia como Merchandising no Magic Kingdom, por exemplo. Mas não deixe de descrever suas atividades. Primeiro porque sempre vai variar dependendo da área ou loja em que você trabalhou. Segundo porque é legal que ele veja a visão que você teve da role. Terceiro porque é uma experiência como outra qualquer e deve ser apresentada profissionalmente no seu currículo.

Aqui é o espaço para apresentar outras coisas importantes sobre você, que não se encaixaram nos tópicos anteriores. Você pode colocar conhecimentos em informática, as línguas que você fala (e o nível de conhecimento), se fez alguma participação como ator em algum filme/comercial/peça de teatro, se tem algum conhecimento ou habilidade específicos, trabalhos voluntários e tudo o mais que for apropriado.

Por apropriado entendam “fatos que são relevantes profissionalmente e que se adequam ao cargo que você procura”. Aqui estamos falando de Disney, então uma experiência com organização de eventos, por exemplo, é relevante. Se você aplica para um cargo de Engenheiro, esse tipo de conhecimento não vai fazer diferença para a vaga, então não precisa estar no CV.

Eu espero que todos saibam – mas vou falar só por precaução – que administrar grupos de WhatsApp e comunidades do falecido Orkut não são nem nunca foram experiências consideradas profissionais ou relevantes para um CV. Ok? 🙂

Para finalizar, não precisa colocar data, assinatura, etc. Na verdade não precisa colocar nada. Quando bem organizadas, as seções do CV já deixam a entender que ele está acabando.

O ideal é que um CV tenha entre 1 e 2 páginas. No caso da Disney, 1 é suficiente. Se tem muito mais que isso, vale rever se as informações que estão nele são realmente relevantes e fundamentais.

Espero ter ajudado e já já trago informações sobre a carta de apresentação.

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Novidades na Disney!

Viram todas as novidades divulgadas essa semana na D23 Expo?

O site da Disney foi divulgando as notícias “ao vivo”, conforme iam sendo anunciadas no evento, neste post.

Mas vamos ao que interessa!

Quando eu estava lá no ano passado já se falava sobre a mudança do filme do Soarin’. Lembro até que vez ou outra comentavam que já estava sendo gravado naquela época. Pois então, ele deixará de ser Soarin’ over California e passará a ser Soarin’ Around The World. 

Eu não sei…. Posso estar me precipitando, mas acho que vai perder a cara de Soarin’. E se não tiver mais o cheirinho das laranjas???

Vale lembrar que a mudança será tanto no Epcot quanto no California Adventure. 

A nova área do Avatar também não é uma novidade tão grande. Já havia sido divulgada antes, mas agora deve ser “mãos à obra”. 

O legal (e que eu ainda não sabia) é que além das atrações, parece que terá toda uma transformação no parque ao anoitecer. 

Atualmente, o DAK é o parque que fecha mais cedo, já que os animais precisam descansar (também é o único parque que não tem shows de fogos, pra não assustar é estressar os bichinhos). Em algumas poucas épocas do ano, no entanto, o horário de funcionamento vai até mais tarde, tipo a semana de Thanks Giving e Hollidays.

Eu tive o privilégio de andar na Everest a noite numa dessas semanas e foi sensacional. Mas infelizmente isso não é comum no parque.

No entanto, parece que com essa expansão, o parque passará a ficar aberto até mais tarde, proporcionando novas “experiências noturnas”, conforme foi divulgado. Disseram que será possível fazer o Kilimanjaro Safaris durante o pôr do sol. Será que vai ter algo mais?

Uma curiosidade: vocês sabiam que todos os parques da Disney sempre têm uma porcentagem do terreno (não consigo me lembrar o número exato, sorry!) em stand by, livre para expansões? 
  
A novidade mais comentada foi a Star Wars land. Já se têm atrações do filme e um evento inteiro somente dedicado ao tema (Star Wars weekends), mas agora haverá uma área inteira, todinha preparada para os amantes de Star Wars. E mais um evento, no início do ano que vem. E uma reforma na atração antiga.

Minha confissão: não curto star Wars. Fui no SWW ano passado, amei os personagens vestidos, os fogos também foram bem legais, mas não gosto do filme…

E agora a minha novidade preferida: Toy Story land! Quem não ama Toy Story, gente? É o brinquedo mais cheio do Hollywood Studios, sem dúvidas. Imagino que o intuito tenha sido dar uma desafogada, levar os guests a outras coisas do mesmo tema.

  

Vai ter até uma montanha russa!!!
Agora como é que faz pra viajar pra outros lugares com a Disney lançando novidades todo ano? Vou ter que voltar…

O que não te contam sobre trabalhar na Disney

Quem não tem um grupo Disney no whatsapp que jogue a primeira pedra! Rs
Hoje uma amiga compartilhou um link em um dos meus grupos e, conforme fui lendo, senti que poderia ter sido escrito por mim. Ou por qualquer outra pessoa que já fez algum programa da Disney.

Estamos nesse clima nostálgico de comemoração de 1 ano de Super Greeter (pausa para a choradinha: JÁ PASSOU UM ANO, GENTE!), então achei justo replicar a vocês o texto cheio de verdades que eu li.

Quem escreveu foi uma menina americana que está lá desde janeiro, no College Program.
É claro que tem uma diferença ou outra, por conta de cultura, de estação do ano, etc. Mas são pequenos detalhes. No geral, o texto conta com bastante sentimento os altos e baixos da vida de CM.

Fui eu que traduzi, então perdoem possíveis errinhos. De qualquer forma, aqui está o texto original, no blog dela (que é bem legal, por sinal): What they don’t tell you about the Disney College Program.

deia2014

“Se você procurar na internet por “Disney College Program”, você vai encontrar informações básicas. É um programa de trabalho remunerado na Walt Disney Word em Orlando ou na Disneyland na California, por cerca de 6 meses, dependendo de quando o seu programa começa/termina. Você pode trabalhar em várias atividades, incluindo merchandise, custodial, food and beverage, attractions e entertainment. Você também pode assistir a algumas aulas e seminários, para desenvolver suas habilidades profissionais e aprender mais sobre a história da Disney.

Mas esses sites, panfletos, jornais, blogs e palestras não contam nem de longe o que um programa da Disney é de verdade.
(Mentira, gente. A Deia conta! rs)

Eles não contam que a primeira semana é tão cheia de emoções quanto a última.

Não contam que ir ao Casting te faz sentir como se todos os seus sonhos finalmente tenham se realizado.

Não contam que esperar pela ID de Cast Member é uma tortura. (Eu quero estar onde as pessoas estão… e todas as pessoas estão nos parques da Disney e eu ainda não posso entrar.)

Não contam que o Traditions vai encher seu coração de amor pela The Walt Disney Company.

Não contam que a primeira vez que você entra no Magic Kingdom como Cast Member te faz sentir como se você finalmente esteja em casa.

Não contam que é muito provável que você volte chorando para casa depois do primeiro dia de treinamento, porque é muita informação, tudo é tão diferente e confuso.

Não contam que as primeiras semanas de trabalho são as mais difíceis.

E não contam que depois melhora.

Não contam que ser um CP significa, por essência, ser a pessoa que fecha durante 98% do seu programa, exceto naquelas raras ocasiões em que você recebe um shift de abertura e sai do trabalho com o dia ainda claro. (Aproveite estes momentos)

Não contam que aquelas noites em que você trabalha até 1 da manhã são as noites em que você mais se aproxima dos colegas de trabalho, especialmente outros CPs.

Não contam que lá você vai fazer amizades pro resto da vida.

Não contam que os shifts de fechar quase sempre acabam em uma ida ao Steak ‘N’ Shake, IHop, Denny’s, McDonald’s ou Taco Bell com os seus coworkers.

Não contam que o Trails End é literalmente o melhor lugar para tomar café da manhã dentro da Disney porque 1) ALL YOU CAN EAT 2) $13. (Aquelas vantagens de ser CM)

Não contam que o tempo passa muito mais rápido do que você imagina e de repente você acorda e percebe que só tem mais algumas semanas pra fazer tudo que não fez nos meses anteriores.

Não contam que explorar os parques nos seus days off é ótimo… Mas que você também deveria se aventurar fora da Disney algumas vezes. (Têm praias há poucas horas de distância e também é legal visitar outros parques, mesmo se você for o maior fã da Disney no mundo – Universal e Busch Gardens são bastante divertidos.)

Não contam que o Wishes sempre vai te arrepiar.

Não contam que você precisa ir a House of Blues, pelo menos uma vez. (E que você precisa ser maior de 21 para entrar; desculpe, novinhos)

Não contam que o trabalho vai ser bem difícil em alguns dias, mas que os seus coworkers sempre ajudarão a melhorar.

Não contam que você vai ter um ou outro paquera e que pode dar certo ou não.

Não contam que os amigos, no entanto, serão o que faz o programa valer a pena. Você vai, literalmente, passar dia e noite com eles, sejam eles roommates ou coworkers.

Não contam que as pessoas com quem você trabalha acabam se tornando a sua segunda família. E que se você tiver sorte, eles sempre estarão lá para te apoiar.

Não contam que você vai querer comprar todos os produtos que a Disney já criou, incluindo orelhas do Mickey e sabres de luz.

Não contam que a Transtar é um PESADELO. (Se você tiver carro, você é abençoado. Se você tiver amigos com carro, você é abençoado. Se você não tiver nenhum dos dois… trate de fazer novos amigos rapidamente ou deixe a sorte te acompanhar.)

Não contam que encontrar seu personagem preferido várias vezes nunca vai perder a graça.

Não contam que ser o Rebel Spy muda a sua vida.

Não contam que ir sozinho aos parques também pode ser bem legal, Até terapêutico.

Não contam que os parques têm ótimos cenários para tirar fotos e que tirar várias fotos da mesma coisa vale a pena, porque as fotos nunca saem iguais. (E é por isso que eu tenho um milhão de fotos do Castelo da Cinderela, de todos os shows de fogos, da Festival of Fantasy, da Spaceship Earth e da Hollywood Tower.)

Não contam que ganhar um pouco de pixie dust sempre resolve qualquer problema. (Mas saiba que você terá pixie dust em você para o resto da vida. Aquele glitter é muito difícil de tirar.)

Não contam que brincar no parque quando está chovendo é melhor, pois basta ter uma capa de chuva. (Além disso, todo mundo sabe que quando chove na Florida, dura uns 5 segundos.)

Não contam que ter um surto de vez em quando é possível e bem provável, porque o stress pode te atingir. Mas tudo bem, isso acontece com todos nós.

Não contam que você vai sentir saudade de casa mesmo vivendo os melhores momentos da sua vida.

Não contam que você vai cometer alguns erros, mas faz parte do processo de crescimento.

Não contam que o programa vai te tornar uma pessoa melhor.

Não contam que fechar um parque é a melhor coisa que existe (porque quem não quer tirar fotos da Main Street vazia?)

Não contam que você vai decorar todas as falas e letras de música da Festival os Fantasy, Celebrate the Magic, Wishes, Tower of Terror e da Haunted Mansion… ou será que fui só eu?

Não contam que você vai conhecer pessoas do mundo todo e ser mordido pelo bichinho da viagem. (Porque fazer amigos pelo mundo significa não ter que pagar por hoteis quando você viaja e isso é perfeito.)

Não contam que embora você seja a pessoa que deveria estar criando a magia, algumas vezes os guests vão te surpreender e criar um pouco de magia pra você, seja ganhando um abraço de uma princesinha ou ouvindo que você fez a viagem de uma família inteira valer a pena, por ter ajudado e sido gentil com eles.

Não contam que a Graduation é um mix de sensações boas e ruins.

Não contam que a última semana é a mais difícil e que não há como estar preparado para ela.

Não contam que nos últimos shifts todo mundo estará sensível.

Não contam que você vai chorar quase todos os dias da última semana. E sim, mesmo quando você acha que já chorou tudo que podia, você chora um pouco mais.

Não contam que a última noite de trabalho é cheia de abraços, fotos e promessas de manter contato. (E por favor, mantenha contato. Você vai se arrepender se não o fizer.)

Não contam que a última vez que você visita cada parque é bem difícil, porque você não consegue imaginar uma vida em que acordar de manhã e decidir que quer ir na Tower of Terror antes do trabalho não é uma opção.

Não te contam que você deve sim tirar um montão de fotos. É maravilhoso aproveitar o momento, mas também é maravilhoso ter algo para rever depois que o programa acabar, para relembrar todos aqueles ótimos momentos que você viveu.

Não contam que a última vez que você vai ao Magic Kingdom com os amigos, se torna a pior noite que você já passou no Magic Kingdom.

Não contam que você vai abraçar seus amigos quando o Celebrate the Magic começar.

Não contam que tentar cantar junto com a música do Wishes e, ao mesmo tempo, secar os olhos, vai resultar na mais triste – porém mais fofa – erupção de soluções que você já viu.

Não contam que jogar suas orelhas da formatura para o alto e tentar tirar um foto disso vai ser extremamente difícil, mas também será uma das fotos mais engraçadas que você terá.

Não contam que no momento em que você se despede, você já está desejando apertar um botão e recomeçar tudo de novo.

E, por último, eles não contam que essa é uma experiência única na vida e que não importa o que aconteça, será uma das melhores coisas que você terá feito. Então aproveite cada momento, viva o presente, esteja preparado para perder o sono, embarque nas aventuras, saia da sua zona de conforto, faça amizades e ouse sonhar.”

Sobre o visto de trabalho

Muita gente me pergunta nos comentários sobre os vistos que são usados para trabalhar na Disney, então vim contar pra vocês um pouco sobre esse processo.

A primeira coisa que você precisa saber é que são vistos específicos, relacionados a atividade que você vai exercer. Ou seja, o visto de turista (B2) não serve. Como já diz o nome, ele é um visto de passeio e não permite que você trabalhe nos EUA.

Quando você trabalha nos EUA, você recebe um Social Security number, que é tipo um CPF. É a forma que o governo americano tem de saber que você trabalha pra eles, te cobrar impostos, etc. E você só pode tirar este documento se tiver um visto que te permita trabalhar no país.

Assim, para o ICP a Disney usa o visto J1, de intercâmbio. Para o Super Greeter, o visto é o Q1, de trabalho temporário, especificamente em representação cultural. 
Para saber com detalhes os tipos de visto existentes e que tipo de atividades cada um permite, visite o site do Consulado Americano.

O processo para emitir estes vistos de trabalho é bem parecido com o do visto de turista: você precisa preencher vários documentos com detalhes sobre a sua vida, pagar a taxa e fazer as entrevistas no CASV e Consulado.

No entanto, existem algumas diferenças:

Taxa

A taxa é mais cara que a do visto de turista, claro. Não sei exatamente quanto custa cada um, até porque essas coisas mudam a cada ano. Também depende da cotação do dólar. Mas para vocês terem uma base, em 2014 meu visto Q1 saiu em torno de 800 reais.

Petition

Você precisa de um documento da Disney, chamado Petition, para tirar o visto. A Petition nada mais é do que um informe da Disney de que ela está te contratando para trabalhar. Ela vem com o nome de todo mundo que vai para o Programa e com as datas de início e fim de cada um. Seu visto vai ser emitido exatamente com estas datas, o que quer dizer (teoricamente) que você não pode entrar nos EUA antes e nem sair depois. Isso tem uma variável, que vou explicar mais abaixo.

Voltando a Petition, você não pode agendar sua ida ao Consulado sem ela, pois quando você diz que quer um visto de trabalho, o site pede que você informe o número do documento. No ICP, ela vai para a STB e eles agendam a ida de todo mundo junto ao Consulado. No Super Greeter, ela vai para a sua casa e você é que agenda tudo sozinho.

Além disso, a Petition também é uma “ajuda” para o visto ser concedido. Vejam bem, não é uma garantia. Eles vão analisar a sua situação mesmo assim e o seu visto pode ser negado se houver motivo para isso. Mas é uma ajuda, principalmente no caso de uma empresa como a Disney.

Grace Period

O GP é a variável nas datas do visto que eu comentei acima. O visto J1 concede até 30 dias de passeio nos EUA, além do período de trabalho.

Exemplo: Seu visto de trabalho é de 21/11/14 a 29/1/15. Além deste período, você pode ter até 30 dias para passear pelo país, antes ou depois destas datas.

Vale lembrar que isso depende da imigração, quando você chega nos EUA. Quando você passar por ela, os agentes vão carimbar seu passaporte dizendo por quanto tempo você pode ficar no país. Se eles não te concederem o Grace Period, você vai ter que sair assim que acabar o trabalho. Mesma coisa se você for antes: você pode chegar lá 5 dias antes da data do seu visto e eles não deixarem você entrar no país. Nada é garantido.

Já o visto Q1 não tem esse “benefício”. O que a Disney costuma fazer é colocar a data da Petition com um tempo a mais, para conceder uns dias de alegria antes ou depois do programa.

No Super Greeter eu fui 4 dias antes do meu visto e não tive problema nenhum. O agente de imigração até brincou “ahh, você vai trabalhar na Disney, mas veio curtir um pouquinho de Miami antes, né?”. Depois do programa, também fiquei mais 12 dias nos EUA, tudo dentro dos conformes.

Vale lembrar também que os vistos não se complementam. Por exemplo, você tem o visto de turista e o de intercâmbio. Quando entrou nos EUA, a imigração não te deu Grace Period. Você não pode continuar no país depois do prazo, simplesmente porque tem o visto de turista também. O que vale é o visto que você usou pra entrar. Se você entrou com o J1, tem que sair na data do J1. Mesmo que tenha o B2, ninguém quer saber, porque você entrou com o J1.

O processo de visto é chatinho e, em alguns casos, complicado, mas espero ter conseguido ajudar um pouco. 😉

Papo de guest – As melhores!

Todos choram porque esse vai ser o último Papo de Guest 😦
Mas deixei as melhores pro final, então vamos nos divertir com as pérolas dos nossos queridos guests.

Hoje não tem um tema específico. Fiz uma junção das perguntas mais absurdas divertidas que eu e alguns amigos ouvimos por lá.

(Dentro do parque) “Isso já é o parque?”


(Dentro do parque) “How can I go to Disney?”

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“Are you from Brazil?”

Seguida de:
“Do you speak Spanish?”
Seguida de:
“Oooh 😦 ”

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“Who are you?”

(Pausada e articuladamente) “Do-you-speak-english?”

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“O que tem pra fazer aqui?”

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“Onde é a entrada pra esse brinquedo Monorail?”

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“Why are you standing here? Is something about to happen?”

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“Brazil??? Ou-bri-ga-rou!”

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“Amanhã vai chover?”

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“Oi, brasileira. Pode me ajudar a ligar pro Amazon?”


“Onde é o castelo do Harry Potter?”

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“Onde é o castelo do Mickey?”

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* Vale lembrar que minha intenção não é ridicularizar, diminuir ou discriminar ninguém. Todos têm direito de não saber alguma informação, ou de não conhecer um idioma diferente do seu. Eu mesma ficava perdida em alguns outros parques e, com certeza, fazia perguntas aos Cast Members de lá que podiam ser consideradas óbvias, ou bestas. A ideia desta série de posts é unica e exclusivamente de dividir com vocês um pouco do que me divertiu durante o meu trabalho. Sem essas (e todas as outras) perguntas, nossa presença nos parques e resorts seria inútil.